2
de
novembro
Hoje em dia parece que só você me entende
E eu queria dizer que eu entendo você
Mesmo tendo vivido mais na vida nosso tempo parece o mesmo…
Os dias são vazios os tempos são banais, mas eu sei que as coisas vão melhorar
Acredite também…
E quando quiser eu vou estar como lembrança no seu dia
Como um pássaro la fora como o que quiseres… a te acompanhar.
2
de
novembro
O Mundo não aprende a amar o Mundo…
O Mundo não entende que o mundo só depende de amor…
Amor é certeza de que a natureza de nossa humanidade tem valor…
A gente pode ser melhor você vai o Mundo vai melhorar !
18
de
maio
Abre a janela do tédio
Sai desse prédio e vem me encontrar
As sete e meia na estação paraíso
Que eu te espero com aquele velho olhar
Que eu te amo com um novo sorriso
18
de
maio
Ele se doa se da se desdobra pra nada…
Faz de um tudo canta, rouba flores pra nada…
Corre se esquece escreve um poema pra nada…
Canta acredita sorri…pra nada…
A felicidade que prega não pega na pele de faz sorrir
Traz essa sina do choro baixinho escondido na sombra do olhar
No clarão do riso do palhaço a um escuro de medo e solidão
Ate o espetáculo seguinte a noite seguinte os shows a canção
Vai vagando pra nada…mentindo…pro seu coração….
18
de
maio
Não um era um boneco
Era carne feito de gente
Mais era um boneco
Por que era carne feito de gente
E gente é um boneco
Por que é carne feito de gente
E gente é tão concreto
Mais o boneco
Não
O sangue era concreto
Mas o boneco
Não
O sangue no concreto
Pintou meu teto
Como um clarão
Clareio o meu afeto
E o boneco estirado no…
Chão
Mas pulavam o boneco
Por que o boneco
Era feito de gente
E gente é tão concreto
Mas o boneco
Não
Procuramos a policia
Que é concreta e feita de gente
Mas gente é tão concreta
Que pra policia
É quase um boneco
Escutei : não tenho a ver com isso
Pro boneco eu nem ligo
E o sangue no concreto
Caiu do teto pro…
Chão
Fechou o meu afeto
Como um feio…
Tufão
Pulamos o boneco
Que era tão gente
Mas que virou boneco
Vão
Fizemos como a gente que anda cega
E pensa que é gente
Mas pensa como um boneco
E andam vestidos de gente
Mas gente é tão concreta
E essa gente…
Não
18
de
maio
Cheguei tarde da noite na vida dela
Por que fiquei estacionado na avenida
Deixei os faróis apagados
E esperei seu olhar
Se eu soubesse que o grito era preciso
Eu gritava chamando você
Mais ele na moto de noite te viu e sem querer, gritou!
A sorte esta do lado de quem
Corre com fé nesse mundo
Quem acredita e faz força
Agora eu ligo o carro
E saio de fininho pela rua
Só buzino num oi bem sem graça
E você feliz passa sem saber que luz farol é sua.
18
de
maio
Será muito tarde ?
Pra pensar em sonhar
Ou será um desgaste
Parar para acreditar
Lá fora tudo é feio
Parece muito quente
Como quente é a tristeza
Eu sei…
E é escura a semente
Meu bem
Carros correm em desafio
Desafinando a cidade tola
Se todos vão encontro dela
Quem vem ?
Toca a tarde o telefone
Som da boca o coração
Acelera meia noite
Corro para sala rápido
Que nem trem
Não era você do outro lado
Nem era nada de mais, era comum
Como os dias as pálidas horas
Eu ando, falo e como
Cansei…
18
de
maio
Carros passam em minha direção
Desorganizando o meu dia
Face a face com a ilusão…
De parar com a poesia !
Mas a Estrela toca a mão do poeta
Que se lembra das manhas para fugir
E eu paro no farol nessa hora e deixo minha mente partir
Verde, vermelho, amarelo estrelas urbanas do mar do asfalto.
Poste onde a Sabia brinca de cantar
E a maravilha do dia se fez na feiúra das ruas da cidade
So por que eu me lembrei de você…
18
de
maio
Já estava com a fachada velha
Feia e cheia de ruínas
Rachaduras na alma a vista
Tentou por um tempo investir
Correu fez empréstimos de paixão
Não pagou
Ficou com a dor
Fez promissória com seu coração
E foi se vendendo até quase…
Falir…
Abriu concordata
Concordando que ainda ele sorria
Avisava a quase falência nessa hora
Chorava e ria…
Chorava e ria…
Batia o relógio
Vinha a canção
Escrevia um poema
Pedia atenção
Pintava a fachada
Massa corrida na alma
Papeis arrumados no almoxarife
Mas cada dia mais triste
Sem como resolver se
Faliu…
Mas antes
Sempre antes
Pediu
Concordata !
18
de
maio
A tinta se descasca da parede
Feito a cor desbotada do meu coração
Na mão esquerda levo lixo para fora
Como a memória que minha alma carrega em vão
Um ônibus solta o gás carbônico e meus olhos põem se a chorar
Minha mente também polui como a maquina
Mais não solta gás no ar
Fica na prisão do meu pensar, solidifica a solidão
E lentamente vai corroendo o camada de ozônio do meu amar
Parece que tudo hoje é so dinheiro poder e medo
Como se todos pudéssemos ser rei
Vou seguindo me deixando explorado e explorando as
migalhas de tristezas deixadas…
Por mim mesmo pelo chão…